Eu conheço o meu jurídico?

Departamento Jurídico
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Perguntas sobre a gestão de departamento jurídico que todo gestor deve fazer. Por Lívia Milhorato

As promessas de qualidade das decisões, sigilo, celeridade, menores custos e maior satisfação têm feito crescer o interesse de empresas por formas de resolução de conflitos diversas da judicialização. Diante deste cenário de mudança, os gestores precisam se atentar para o preparo da equipe do jurídico interno e dos escritórios contratados para representar a empresa.

Perguntas ao jurídico

Destacamos algumas perguntas que devem ser feitas pelos gestores a fim de conhecer melhor sua equipe do departamento jurídico e seus prestadores de serviços em advocacia:

  • Os advogados do jurídico interno conhecem ou são incentivados a conhecer as diversas formas de resolução de conflito? São especializados ou treinados nestas áreas? 
  • O jurídico interno está aberto a considerar as diversas formas de resolução de conflitos no momento da redação de contratos ou quando apresenta um caso aos advogados externos? O jurídico interno está capacitado para experimentar novas técnicas de resolução de disputas ou uma cultura inibidora destas formas de resolução do conflito permeia a organização? 
  • E os advogados externos, prestadores de serviço, conhecem as diversas formas de resolução de conflito e estão verdadeiramente aptos a atuar nestas áreas? Treinamento ou comprovada experiência em advocacia na arbitragem e advocacia na mediação são analisadas como condição para contratação de escritórios que representarão a empresa?  
  • Os custos e riscos dos processos judiciais e arbitragens da empresa são monitorados de perto? Esses custos e riscos são estrategicamente analisados a fim e se avaliar os benefícios de um possível acordo? 
  • Cláusulas de arbitragem, mediação ou escalonadas são consideradas no momento da redação dos contratos da empresa? 

As respostas a estas perguntas possibilitarão aos gestores reavaliar os escritórios contratados, conhecer o corpo técnico jurídico da empresa e traçar planos de ação com vistas a prepará-los para atuar com maior flexibilidade e criatividade na resolução de conflitos sempre buscando estratégias harmonizadas com os interesses corporativos – da alocação de recursos, passando pela gestão de riscos e considerando até mesmo a manutenção de relacionamento com parceiros e prestadores. 

Ser bem assessorado por advogados experientes em métodos adequados para resolução de um conflito dá aos atores do meio empresarial mais poder de controle e mitigação de riscos, criando um ambiente de compliance contratual em que é possível prever os procedimentos e prazos, controlar os custos e garantir maior grau de segurança aos negócios.  

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