Mediação de conflitos: quando ela é recomendada?

mediação de conflitos
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A crescente demanda de processos judiciais sobrecarrega ainda mais o Poder Judiciário, que na maioria das vezes não consegue atender a sua demanda no tempo ideal por falta de estrutura. Por essa razão, procedimentos adequados estão sendo cada vez mais utilizados.

Nesse cenário, há a mediação de conflitos, que utiliza a gestão do diálogo para solucionar problemas e tem o objetivo de buscar soluções que satisfaçam a todos os envolvidos.

Se você se interessou pelo tema, acompanhe o post para conhecer tudo sobre o assunto. Trouxemos todos os detalhes, confira!

O que é a mediação de conflitos?

A mediação é um procedimento previsto na legislação, que tem como um de seus objetivos a mudança de uma “cultura do litígio” para uma “cultura do diálogo”.

Por meio da mediação, as pessoas envolvidas em um problema têm a oportunidade de expor seus argumentos e solucionar questões de uma maneira pacífica, construtiva, cooperativa e mutuamente acordada.

A mediação é intermediada por uma pessoa neutra e imparcial que busca estimular o diálogo e a escuta entre as partes para que elas encontrem a melhor solução para ambas de forma autônoma.

O objetivo é auxiliar a obtenção de acordos partir de uma conversa produtiva sobre os interesses e posições das partes.

A mediação é recomendada, especialmente, nos conflitos empresariais ou familiares, para solucionar questões como divórcio, pagamento de pensão, divisão de bens e herança, guarda e visitas, problemas societários, ou qualquer outro problema de relação continuada, complexa ou multidimensional.

Atualmente, alguns tribunais do país utilizam a mediação judicial objetivando a celeridade

processual, promovendo a solução de conflitos e resolvendo o problema das partes envolvidas de forma assertiva, uma vez que nessa modalidade o juiz não precisa decidir pelos envolvidos, que assinam um acordo de boa fé entre si.

Quais são as vantagens de realizar a mediação de conflitos?

Como vimos, a mediação de conflitos promove o diálogo e facilita o acordo entre as partes, o que proporciona diversos benefícios. Confira alguns deles!

Oferece menos desgaste emocional

Os processos judiciais, habitualmente, são longos e contam com diversos atos ao longo do tempo. Por isso, pode ser preciso que as partes se desloquem mais de uma vez ao fórum, por causa das diversas audiências.

Além disso, é possível ganhar o processo em uma instância e a parte contrária recorrer e reverter a decisão que já havia sido obtida, o que gera frustração.

Prolongar um conflito é desgastante e capaz de afetar o estado psicológico das partes ao longo do tempo.

Tem solução de forma mais rápida

Como é sabido, o procedimento burocrático da justiça costuma ser demasiadamente lento e pode levar um longo tempo para que as partes tenham o seu problema solucionado — um processo pode durar uma década ou mais!

Isso ocorre, pois um processo judicial tem várias etapas burocráticas, além de diversos recursos e outros artifícios que fazem com que ele percorra várias instâncias e demore para ter o seu fim definitivo.

Propicia custo financeiro menor

O longo tempo para o julgamento de um processo, além de ser frustrante, também gera muitos custos financeiros, uma vez que é preciso realizar o pagamento das custas judiciais, de advogados por todo o período e de especialistas como peritos, que muitas vezes são indispensáveis.

A cada novo recurso é preciso fazer um novo pagamento das taxas judiciais, o que pode gerar gastos enormes e, em muitos casos, ainda é necessário manter os bens congelados, quando estes estão sendo disputados. Assim, a mediação é menos custosa para as partes.

Possibilita satisfação entre as partes

A decisão dada por um juiz — pessoa que não está envolvida no litígio e realiza o julgamento com base na lei —, muitas vezes, desagrada todas as partes envolvidas no processo, sendo, inclusive, muito comum que os dois lados recorram de uma decisão proferida por um magistrado.

Com a mediação de conflitos, não há riscos de isso ocorrer, pois o mediador não profere nenhuma decisão, uma vez que ele é apenas um intermediador que busca auxiliar todos os envolvidos.

Assim, nessa modalidade, as partes saem mais satisfeitas, pois o acordo é realizado pelos próprios envolvidos, que levam em consideração suas próprias convicções, discutem cada ponto de seu conflito e decidem o que será concedido e exigido a cada pessoa.

Como Grebler Advogados pode auxiliar você?

O escritório atua nas principais instituições arbitrais tanto no Brasil quanto no exterior, como na Câmara FGV de Conciliação e Arbitragem, International Chamber of Commerce (ICC), Câmara de Arbitragem Empresarial – Brasil (CAMARB), Centro de Arbitragem da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC), entre muitas outras.

Além disso, conta em seu quadro com profissionais qualificados para compor divergências na mediação extrajudicial, além de oferecer Assessoramento em Comitês de Resolução de Disputas (DRB) e em outros procedimentos não-adversariais de solução de conflitos.

Tanto os sócios do escritório como os advogados atuam como mediadores extrajudiciais em diversos procedimentos, como em conflitos de sucessão patrimonial, contratuais, societários e imobiliário.

O diferencial é a atuação em mediação de conflito societário, especialmente entre sócios (minoritários e majoritários), objetivando a continuação dos negócios empresariais conforme novas bases ajustadas em acordo de sócios.

Viu só como a mediação de conflitos pode ser a melhor maneira de resolver um problema? Além de ter diversas vantagens, esse método de resolução de conflitos ainda costuma deixar as partes mais satisfeitas do que um processo judicial. Por isso, busque utilizá-la sempre que se enquadrar no seu caso!

Se você se interessou pela mediação de conflitos, podemos ajudá-lo! A nossa equipe está à sua disposição. Entre em contato conosco que daremos todo o suporte que você precisa!

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